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Conheça o chip do Playstation3 por seu criador, Peter Hofstee

Por Mário Nagano
11-12-2006

O cientista chefe do projeto Cell fala sobre a história e as novas oportunidades do chip do PlayStation 3

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número lindo! [os orientais consideram o oito um número de sorte e o quatro um número de azar].

Depois que voltamos para os oito SPEs notamos que o tamanho final do Cell era quase o mesmo do Emotion Engine do PS2, o que facilitou o processo de fabricação. Aliás, muitos dos problemas de fabricação do Cell foram resolvidos quando a Sony decidiu por usar apenas sete dos oito SPEs, melhorando assim o aproveitamento de chips "bons" retirados de cada wafer, enquanto a IBM utiliza apenas chips com oito SPEs em seus projetos, já que eles podem pagar por isso.

PC World: Então, seria possível desenvolver versões do Cell com mais ou menos SPEs?

Hofstee: Sim, não existem limites em termos de arquitetura.

PC World: A presença de um núcleo Power Processor (PPE) no Cell seria uma maneira de facilitar a adoção desse chip pelo mercado?

Hofstee: O Power Processor é um chip convencional. Se você pegar qualquer aplicação escrita para qualquer Power ela irá funcionar no Cell. Entretanto, se ignorarmos os SPEs, o Power Processor em si não muito veloz. Se os desenvolvedores não se esforçarem em usar os SPEs o desempenho do Cell não é muito atraente.

De fato, o Cell não é realmente um processador de uso geral. Pelo menos por enquanto!

PC World: Essa tarefa de tirar proveito dos SPEs sem conhecê-los não poderia ser feito pelos compiladores?

Hofstee: Sim, existem iniciativas nesse sentido. Há projetos chamados Single Source Compilers que seriam capazes de gerar código de máquina tanto para o PPE quanto para os SPEs. É um assunto muito interessante que estamos levando para as universidades. Acredito que a solução virá de ambos os lados. Mesmo com compiladores mais inteligentes, haverá casos em que será necessário reescrever o código para obter o máximo desempenho.

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