[ Reportagens ]
E as mensagens para usuários externos?
Caso a sua mensagem tenha como destinatário um usuário que não pertença ao seu domínio, ou seja, a sua própria LAN, ela estará sujeita um número de riscos ainda maiores. Veja o que acontece com ela.
Ao passarem pela seleção do roteador da LAN, os pacotes das mensagens externas precisam seguir para a internet. A primeira etapa é vencer o firewall.
A função básica desse dispositivo é proteger a rede de ameaças externas. Mas ele pode também ser programado (caso possua esta facilidade) para filtrar o que pode e o que não pode ser enviado pela internet.
Caso o firewall identifique pacotes cujo conteúdo esteja proibido de trafegar na web (arquivos executáveis, pornografia etc.), ele irá destrui-los e, dependendo do modelo, o administrador da rede será avisado do que aconteceu, informando inclusive, o endereço IP de quem gerou a informação - ou seja, o administrador sabe exatamente de onde partiu a informação indevida.
Passada esta primeira ameaça, os pacotes que compõem sua mensagem seguem para o modem que conecta a rede ou computador doméstico à infra-estrutura da operadora de telecomunicações, seja por serviço de banda larga (com ou sem fio) ou linha discada.
Cada uma dessas etapas envolve riscos de perda de pacotes e, conseqüentemente, demora até que a informação completa chegue ao seu destino.
A partir dos servidores do provedor, onde os pacotes de informações chegam, eles são encaminhados para a internet, que nada mais é do que uma grande teia formada por milhares de outras redes de computadores, cada uma com características diferentes, sistemas operacionais e políticas de tráfego distintas.
Ainda que a inteligência da rede procure enviar os pacotes pelo caminho mais curto – razão pela qual um e-mail às vezes leva poucos segundos para cruzar o planeta – é possível que este caminho esteja congestionado ou simplesmente inoperante (lembre-se de que os roteadores precisam estar funcionando para que os pacotes sejam encaminhados corretamente).
A situação ideal também é aquela em que todos os pacotes que compõem o seu e-mail seguissem o mesmo trajeto, mais isso é algo praticamente impossível de se prever. Uma vez na web, os pacotes seguem caminhos aleatórios. Podem ir por fibra óptica, satélite, cabos submarinos, ondas de rádio ou qualquer outro meio disponível.
Por essa razão, o computador destino deve aguardar que todos os pacotes sejam entregues para remontar a mensagem que será entregue na caixa postal do destinatário.
Quanto mais complexo for o trajeto, quanto mais roteadores e switches manipularem os pacotes, maior a chance de que algo de ruim aconteça a eles. E, novamente, a perda de um único pacote de informação implica em seu reenvio – e novos riscos.
Já ouviu falar em WWW – world wide wait? Pois é. Às vezes é preciso esperar, esperar e esperar até que sua mensagem será entregue. E isso vai acontecer, mais cedo ou mais tarde.
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Na realidade este vídeo não leva em consideração o tráfego dentro do servidor, onde um servidor de e-mail congestionado pode fazer uma mensagem chegar bem atrasada.... já ví mensagens chegarem alguns dias depois de serem enviadas, isto não se trata de problema de rede e sim de serviço.
Abraço.
Grato.
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