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A vez dos servidores

Por Redação PC World
03-05-2007

Queda de preços leva pequenas empresas a substituir computadores improvisados por servidores autênticos

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“É muito mais trabalhoso configurar um PC – você precisa fazer opções diferenciadas, às vezes trocar placas, fazer upgrades de memória e disco rígido, por exemplo. Por si só, o tempo gasto para isso não compensa a diferença de 300 a 400 reais para pôr um servidor”, justifica Rodrigues.

“Além disso, as empresas hoje não levam mais em conta apenas o preço, mas também a facilidade de uso”, diz ele. “É muito mais fácil manipular um servidor do que cuidar de um desktop mascarado de servidor”, garante o especialista do setor.

Tendência global


Um levantamento recente realizado pelo Gartner dá conta de que as vendas globais de servidores cresceram 8,9% em 2006, quando o setor comercializou 8,2 milhões de equipamentos. Os números indicam que a crescente participação das pequenas empresas neste segmento se deu não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

De acordo com o instituto de pesquisas, apesar do crescimento em número de unidades vendidas, a receita do mercado de servidores totalizou 52,7 bilhões de dólares em 2006. A cifra representa alta de modestos 2% em relação ao faturamento de 2005.


Este é outro forte indício de que a alta no setor se deu em função das vendas para as pequenas e médias empresas – essas companhias compraram muitas unidades, conforme revelou também a IT Data.
Porém, como são unidades relativamente baratas, não têm grande impacto sobre o faturamento dos fabricantes de servidores.

Líder em volume, a HP vendeu 2,2 milhões de unidades, uma alta de 8% em relação a 2005. Já a IBM foi a primeira em receita, faturando 19,7 bilhões de dólares, crescimento de 1,7% sobre o ano anterior.

O relatório também mostrou um fortalecimento contínuo da Sun Microsystems, que teve um aumento de 15,4% em receita de servidores, faturando 5,7 bilhões de dólares em 2006. A companhia também aumentou sua participação de mercado em receita para 10,8%, desbancando a Dell, com 10,3%, do terceiro lugar.

A IBM liderou em faturamento, com 32,2%, seguida pela HP, com 28,2%. A Sun foi a única fornecedora com crescimento de dois dígitos, mas vendeu somente 368 mil unidades, um sétimo do total vendido pela líder, HP. Isso significa que a HP vendeu muito mais ao mercado
de pequenas empresas do que a Sun, dona de máquinas ainda muito robustas – e caras – para o orçamento e necessidades das companhias menores.

Palavra de fabricante

Flavio Philbert, gerente comercial da Itautec, diz que, de fato, houve um interesse crescente das pequenas empresas por servidores em 2006. E a companhia espera uma taxa de crescimento vigorosa nesse setor também durante 2007.

Isso porque, segundo ele, as micro e pequenas empresas já entendem a falta de confi abilidade existente nos micros mais “parrudos”, que fazem as vezes de servidor. “Elas já sentem a necessidade de melhor controlar seus processos e assegurar a continuidade do negócio”, avalia Philbert.

“A Itautec tem muito interesse nesse segmento e conta com produtos direcionados especifi camente para esse mercado”, diz o gerente da empresa. Segundo ele, a companhia inclusive já trabalha com soluções embarcadas nos servidores vendidos para as pequenas empresas.

“Temos tanto softwares proprietários quanto baseados em distribuições Linux. Há máquinas de baixo custo já equipadas com banco de dados, solução de e-mail e sistema operacional, além de todo o suporte de infra-estrutura para que a empresa possa instalar os aplicativos e acompanhar o crescimento”, detalha o executivo.


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1 comentário(s)
É exatamente assim!!
Eu sou o "faz tudo" aqui na minha empresa, como mencionado na matéria, e aqui não dá tempo de se especializar porque tem muita coisa pra fazer e estou sempre apagando algum incêndio. Na verdade é a falta de investimento, existe muita coisa que eu queria fazer aqui e por "falta" de recurso acabo fazendo por caminhos mais econômicos, que nem sempre são os melhores. Agora irei comprar um servidor HP porque o meu parrudo dei problema e perdi alguns arquivos importantes. É investimento? não. Irei apagar um incêndio. Se não tivesse perdido esses arquivos a empresa não aprovaria o investimento.
Emerson - 07 Mai 2007, 15h27
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