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Entenda as memórias flash

Por Redação da PC WORLD
09-05-2007

Pequenas e baratas, estes pequenos dispositivos estão presentes em celulares, câmeras digitais e pendrives, ampliando sua capacidade de guardar dados

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Pequenas e baratas, estes pequenos dispositivos estão presentes em celulares, câmeras digitais e pendrives, ampliando sua capacidade de guardar dados

memoria_flash100x120Disponíveis em vários formatos e com diferentes capacidades de armazenamento, os cartões de memória flash estão presentes nas câmeras digitais, telefones celulares, smartphones, pendrives e em uma infinidade de outros produtos eletrônicos.

A tecnologia também ganha espaço como solução de armazenamento em computadores portáteis, num tipo de solução denominado disco de estado sólido (SSD – Solid State Disc), cujas principais vantagens sobre os discos rígidos convencionais incluem menor consumo de energia elétrica (o que significa maior durabilidade da bateria e, portanto, autonomia), mais rapidez no acesso e gravação às informações e maior resistência a impactos.

Isso é possível porque as memórias flash são um tipo específico de memória não-volátil, ou seja, seu conteúdo é mantido mesmo quando não energizadas, e nas quais as informações são gravadas ou apagadas usando a eletricidade, de forma rápida e em grandes blocos.

Tecnologia
Basicamente, existem três tipos de memória flash – NOR e NAND – ambos criados nos anos 1980 pela Toshiba.

As memórias NOR (apresentadas em 1984) tinham como característica o fato de um tempo de gravação e leitura mais lento, ainda que a informação gravada nelas pudesse ser acessado de forma randômica.

Cinco anos depois, a Toshiba introduziu as memórias NAND, que se diferenciavam da tecnologia NOR pelo fato de serem mais rápidas, embora o acesso aos dados gravados se desse de forma seqüencial.

Essas peculiaridades fizeram com que as memórias NOR tivessem um uso mais acentuado em computadores (para acondicionar a BIOS), enquanto as de tecnologia NAND encontrassem aplicação em dispositivos de armazenamento em volume, tais como câmeras digitais, sendo utilizada nos diversos tipos de cartão de memória (SD, MMC, Memory Stick etc.).

Em 2005, a Toshiba e a SanDisk conseguiram ultrapassar a barreira do 1 GB de armazenamento a partir de uma técnica denominada Multi-Level Cell (MLC), que permitiu colocar 2 bits de informação por célula de armazenamento.

Outras inovações foram apresentadas posteriormente, fazendo com que a capacidade de armazenar destes dispositivos chegasse a valores expressivos. Já se pode encontrar modelos de CompactFlash, por exemplo, com 8 GB disponíveis, embora o preço ainda seja salgado.


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