[ Reportagens ]
O equipamento é mesmo revolucionário? Comparamos item por item o lançamento da Apple com outros celulares
Se você não ouviu falar do iPhone nos últimos dias, possivelmente está habitando outro planeta. À véspera do lançamento, marcado para esta sexta-feira (29/06), às 18h (horário dos Estados Unidos), entusiastas formam filas nas portas das lojas para garantir o seu, enquanto jornais, revistas, sites e mídias em geral repetem à exaustão o nome e as imagens do cobiçado telefone da Apple.
A expectativa de Steve Jobs, CEO da empresa, é vender 10 milhões de unidades do aparelho até 2008, meta que o Gartner, consultoria especializada no setor, considera “agressiva, porém alcançável”. O grupo de pesquisa M:Metrics, divulgou um estudo revelando que pelo menos 26 milhões de usuários - 19 milhões de norte-americanos e 7 milhões de britânicos - têm interesse em adquirir um iPhone.
Mas, afinal, toda a expectativa em torno do telefone é justificável? O iPhone é realmente tudo que se espera? As primeiras análises e opiniões de especialistas no setor mostram que a resposta pode ser sim e não ao mesmo tempo.
De um lado, iPhone traz uma interface de software que é de fato revolucionária - simples, intuitiva, arrebatadora, atributos que fizeram de produtos anteriores da Apple, como o Mac, nos 80, e o iPod, mais recentemente, verdadeiros marcos para suas indústrias.
A tela sensível ao toque de alta resolução, o navegador Safari, o acesso ao Google Maps e o design - ponto forte dos produtos Apple - também receberam elogios dos poucos sortudos que já tiveram o aparelho nas mãos.
Em contrapartida, nos quesitos bateria (que, como a do iPod, é presa dentro do aparelho), suporte a tráfego de dados em alta velocidade (nada de 3G), rede da operadora nos Estados Unidos, câmera e até preço, o iPhone deixa a desejar, segundo os especialistas.
Além disso, o aparelho não incorpora algumas das funções já comuns em outros modelos da categoria como mensagem instantânea e gravação de vídeo.
Pesados prós e contras, os analistas ainda apostam no sucesso do telefone da Apple. “O iPhone vai ter na telefonia celular o mesmo efeito que o Mac teve na computação pessoal nos anos 80”, opina o analista Ignacio Perrone, líder da equipe de telecomunicações da Frost & Sullivan na América Latina.
“É um marco em termos da experiência do usuário e da facilidade de uso, é um conceito de software que antecipa as necessidades do usuário”, ele justifica. “Além disso, a marca Apple tem uma certa magia e o sucesso do iPod certamente é um legado importante”, complementa o analista.
“Com o iPhone, a transição do aparelho celular de um dispositivo de comunicação para um objeto que reflete o estilo de vida do usuário se acentua”, acredita Elia San Miguel, analista principal do Gartner para dispositivos móveis serviços de consumo na América Latina. “É como uma Harley Davidson: não é apenas uma moto, é um estilo”, ela compara.
Com base nas avaliações dos analistas de mercado latino-americanos do Gartner e da Frost & Sullivan e nas primeiras impressões publicadas por dois dos mais conceituados jornalistas especializados em tecnologia (David Pogue, do New York Times, e Walter Mossberg, do Wall Street Journal), listamos os principais recursos do iPhone, seus pontos positivos e negativos. Confira e opine.
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