[ Reportagens ]
Medo de compras
Se para os internautas mais jovens, o hábito de comprar online começou a ser construído em 2001, para quem não “nasceu com a mão no mouse”, segundo Pedro Guasti, diretor da consultoria e-bit, ainda há muito medo de inserir dados bancários em um computador e de receber o produto no prazo.
William Keller, de 72 anos, trocou a máquina de escrever pelo computador há dez anos para aprimorar o trabalho da empresa de traduções, que mantém com a esposa. Na hora de comprar um automóvel, entretanto, não troca a avaliação presencial de um especialista pelos cliques.
“Outro dia compramos um purificador de água na internet e não tive receio, mas se vou comprar um carro, gosto de falar com o mecânico. Se vou comprar uma TV quero uma opinião mais requintada e isso não vejo na internet”, compara Keller.
No primeiro semestre de 2007, os consumidores com idade de 55 a 64 anos representam 7% do total de 8,1 milhões de brasileiros que fizeram compras na rede. A parcela com idade acima de 64 anos representa 2% dos e-consumidores.
Em cinco anos, essa mesma faixa etária representava 1% do e-commerce brasileiro, segundo a pesquisa da e-bit.
Para um público que possui tempo e dinheiro – segundo os dados do Ibope, a maioria dos internautas com mais de 55 anos pertence às classes A e B, tem formação superior e pós-graduação – a internet ainda é “excelente opção não se desgastar com trânsito ou problemas de segurança”, ressalta Guasti.
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