[ Reportagens ]
Usuários que desejam fazer um upgrade da memória, disco rígido ou processador devem observar compatibilidade do equipamento
A cada dez computadores vendidos em 2007, dois serão notebooks, segundo a Associação Brasileira da Elétrica e Eletrônica (Abinee). No primeiro semestre do ano, a venda deste equipamento cresceu 146% sobre o mesmo período de 2006.
Diferente dos desktops, estes PCs têm alguns fatores que complicam a decisão de fazer um upgrade quando o usuário sente necessidade de atualizar alguns componentes de seu equipamento.
“Uma vez que o notebook é diferente na forma como é constituído, a atenção do usuário tem que redobrar”, alerta o gerente de Produto de Mobilidade para América Latina da Intel, Marcelo Gonçalves.
De um modo geral, a possibilidade de upgrade está ligada ao chipset (grupo de chips integrados que trabalham juntos na placa-mãe) do notebook, que vai definir o que é possível atualizar ou não.
Os itens mais comuns no upgrade são a memória, o disco rígido e o processador - sendo este último o mais complicado.
Ao comprar um notebook, a primeira pergunta a ser feita é “se o fabricante vai suportar upgrades”, aconselha Gonçalves. “Em caso positivo, pergunte por quanto tempo ele permite atualizar os componentes”, completa.
O gerente acrescenta que “qualquer modificação feita no notebook vai estar diretamente ligada às condições de garantia do fabricante e às limitações de suporte do hardware.”
Também é preciso pesquisar antes da compra, para compreender quais são as limitações de upgrade para cada sistema, segundo Gonçalves.
Muitos consumidores, na opinião do especialista, acabam tendo prejuízo por comprar um notebook mais básico para economizar e atualizar posteriormente. “Comprar um equipamento mais moderno pode ser mais caro, mas o retorno do investimento é maior se observarmos em médio e longo prazo”, explica.
Além disso, o usuário pode sofrer com a falta de componentes compatíveis. Gonçalves exemplifica dizendo que, “se o consumidor decidir, depois de dois ou três anos, fazer um upgrade, o mercado pode não oferecer mais aquele tipo de memória, por exemplo.”
Mas quanto tempo “dura” um notebook? “Não podemos classificar com um ‘estraga em tal tempo’. O que o equipamento possui é uma plataforma de imagem estável, com a qual softwares e sistemas operacionais devem ser compatíveis. O tempo médio de mercado é de quatro anos.
Para esclarecer ao máximo estas questões, explicamos abaixo o que o usuário precisa saber para trocar cada componente que pode ser atualizado.
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