[ Reportagens ]
Agora, com uma velocidade de até 54 Mbps, ele resolveu montar um site para receber encomendas de outras praças através do e-mail. “Meu sobrinho está montando a página para mostrar nossos doces para o mundo”, comemora.
A diferença entre Xavier e Gonçalves é que quando o paulistano quer acessar a internet fora dos hotspots, ele precisa conectar seu notebook ao modem de banda larga da Telefônica, que cobra uma mensalidade pelo acesso à internet residencial em alta velocidade.
Ou, caso ele decida adquirir o serviço da Vivo, poderá plugar seu notebook onde tem cobertura de banda larga da operadora. Já Xavier tem o acesso à internet sem fio tanto na sede da fábrica como em sua casa sem pagar nada pelo serviço.
O foco desses projetos de inclusão digital é oferecer acesso à internet às escolas e órgãos públicos, que interligados passam a disponibilizar uma cobertura em todo município, atingindo assim a população. A oferta passa a ser gratuita porque as
prefeituras não têm outorga de prestadores de serviços de telecomunicações, mas podem selar parcerias com essas empresas e passar a cobrar pelo serviço de banda larga, ou de voz sobre IP.
Outra demanda que leva as prefeituras a investirem em redes Wi-Fi ou WiMax é a carência de cobertura da banda larga oferecida pelas operadoras, além da redução de custos de telecomunicações.
Segundo Eduardo Stéfano, diretor da área de Networks & Enterprise da Motorola Brasil, a empresa já instalou mais de 10 mil pontos de acesso de banda larga sem fio na freqüência 5,7 GHz (não-licenciada) com padrão 802.16. Entre os projetos de inclusão digital destacam-se o da prefeitura de Macaé (RJ), Foz do Iguaçu (PR) e Porto Alegre (RS). “O WiMax vai proporcionar um salto quântico na qualidade de oferta dos serviços”, destaca o executivo.
Susélide Cristina Tenani, diretora da Empresa Municipal de Processamento de Dados da Prefeitura de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, conta que o projeto que interliga 170 unidades públicas por meio da rede Wi-Fi, envolvendo escolas e postos de saúde, suprirá a ausência de acesso à internet nas periferias. “Hoje, muitas escolas têm o acesso à internet por meio do Speedy (banda larga da Telefônica), mas há unidades que estão localizadas fora da cobertura das operadoras”, explica.
O projeto, que tem o apoio do CPqD, permite conexões de 128 Kbps até 256 Kbps, mas com a migração da rede Wi-Fi para WiMax na freqüência 5,8 GHz, as velocidades serão de 512 Kbps até 2Mbps. O projeto não tem a intenção de oferecer acesso à internet sem fio gratuito a toda sociedade, mas já disponibiliza o acesso em diversos telecentros e laboratórios de informática de graça para população.
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