[ Reportagens ]
SEGURANÇA – Não importa se Windows ou Linux. Vale escolher um bom firewall, e existem várias opções disponíveis no mercado. No link www.pcworld.com.br/seguranca, é possível encontrar um resumo sobre os principais pontos a serem abordados, com sugestões de aplicativos gratuitos. Uma política de backup é indispensável para o servidor (onde ficam os dados dos clientes, o sistema de gerenciamento, aplicações e jogos) e também para as estações, que devem ser recuperadas a cada nova sessão de usuário.
Considere um HD externo para armazenar estas informações e o uso de aplicativos como o Ghost (Symantec), no caso do Windows, e Partimage (www.partimage.org) ou Ghost4lin (www.pcworld.com.br/ghost4lin), na plataforma do pingüim. A segurança física não deve ser esquecida. Prenda os equipamentos fi rmemente às mesas, para evitar furtos. Deixar o gabinete inacessível também ajuda a evitar roubo de memória e periféricos.
GERENCIAMENTO – Na administração do negócio, quem optar pelo Windows pode usar, por exemplo, o gratuito VSCyber (www.vscyber.com) cujos módulos atendem a maior parte das necessidades diárias de quem administra um cibercafé ou lan house.
“Muitas empresas começam a operar com versões gratuitas de algum gerenciador (para lan houses e cibercafés), mas, assim que começam a enfrentar problemas operacionais, tratam de buscar soluções mais profissionais”, explica Gabriel Bittencourt, diretor da Kairius, desenvolvedora do software Odin, para administração de lan house. “Nosso cadastro de usuários pode registrar dados escolares do aluno e só permitir seu ingresso na lan house se ele estiver fora do horário das aulas”, diz. Quem usa Linux pode escolher entre o LanBr (Portal Criativa, www.portalcriativa.com.br) e OpenKiosk (http://openkiosk.sourceforge.net/) – entre outros, todos gratuitos.
APLICATIVOS – Qualquer que seja o cardápio de serviços oferecidos, a lan house deve proporcionar acesso a diversos browsers, ter um bom software de mensagens instantâneas e uma suíte de aplicativos de produtividade (como o Microsoft Office).
GAMES – Há inúmeras opções de jogos para lan houses, em versões pagas e gratuitas, tanto para Windows quanto Linux. A escolha do que oferecer dependerá do perfil do público, da capacidade de investimento e também do perfi l dos equipamentos, para evitar experiência frustrada dos usuários.
Dentre os gratuitos para Windows, destaque para o Gunbound; MU Online; The Duel; F.E.A.R Combat; e Tales of Pirates. Nos jogos pagos, destacamos o Ragnarok; Lineage 2; e World of Warcraft; as séries FIFA; Battlefi eld; Need for Speed; e Pro Evolution. Versões antigas como o Counter Strike 1.6 e o Warcraft 3 ainda têm muitos fãs. Na plataforma Linux, destaque para os gratuitos Enemy Territory; True Combat; Tremulous; Torcs; Racer; Regnum Online e World of Padwan. No segmento pago, vale citar Savage 2; Quake 4 e Unreal Tournament 2004.
INVESTIMENTO – Quem optar por iniciar um negócio com 11 PCs (dez estações mais o servidor) novos para acesso à web deve desembolsar entre 9 mil e 14 mil reais só na aquisição dos equipamentos. Estime o dobro disso para PCs que rodem jogos. Acrescente entre 30 e 500 reais por estação, para licenciamento dos jogos (dependendo dos títulos escolhidos).
Recomendamos começar com jogos gratuitos importantes e só comprar títulos pagos em função do faturamento e da demanda. Para estas máquinas, acrescente até 8,5 mil reais pelo Windows (em OEM) ou cerca de 2,5 mil reais para versões pagas do Linux, que inclui suporte para instalação e manutenção por empresas especializadas. A instalação da rede local (incluindo equipamentos) e o mobiliário devem acrescentar entre 2,5 mil e 3 mil reais ao projeto, dependendo das necessidades do local escolhido. Itens adicionais como impressora multifuncional, refrigerador, balcão e microondas aumentam a oferta de serviços e a comodidade dos usuários.
POLÍTICA DE PREÇOS – “Para poder pagar as contas e ter lucro, o preço deve oscilar entre 2 reais e 5 reais por hora. Abaixo disso, na verdade, cria efeito inverso: superlotação, diminuição da vida útil dos equipamentos, maior consumo de energia e prejuízo”, afirma Xavier, do Portal Criativa.

*Problemas relcionados à tecnologia na sua pequena empresa? Escreva para a Seção Blue Print (blueprint@idg.com.br). Todos os meses, uma questão será selecionada e respondida em detalhes. Além da solução para esse dilema, você pode ganhar um memory key.
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Estou feliz por ter implementado o sistema Linux pela questão de segurança quanto às pragas e travamentos, sendo que os travamentos que ocorre leva apenas menos de 5 segundos para ser corrigido, enquanto no windows, dependendo do caso, terá que reiniciar o pc; no Linux basta reiniciar o modo gráfico, na maioria das vezes.
Outro detalhe importante é que o Linux não precisei investir alto demais por se tratar de softare livre. Mas quanto a jogos, tenho instalado nos micros alguns jogos sob a licenças GPL e outros livres, mas aqui em minha Cyber Café o acesso é mais para Orkut e MSN que jogos (praticamente quase zero).
Uso Linux há mais de 2 anos. Meu servidor é mandriva Free 2006 (prestes a atualizar para 2007) e as estações Ubuntu 6.06 (pelo fato do cliente zbdesk não se dar bem com outras versões do Ubuntu acima do 6.06).
Linux é isso... liberdade. Por isso, detesto softwares piratas e não quero ter problemas de fiscalização.
Abraços!!!
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