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[ Reportagens ]

Este deve ser o Natal do celular 3G

Por Nando Rodrigues, da PC WORLD
26-10-2007

Conheça as características da Terceira Geração, quem já oferece, a área de cobertura e quanto custa o serviço

Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

celular_internet_150O Natal está chegando e, como acontece todos os anos, a venda de telefone celulares tende a aumentar consideravelmente. O motivo: o grande número de lançamentos que os fabricantes despejam no mercado e também as ofertas atraentes das operadoras em busca de novos clientes, que podem incluir aparelhos de graça para quem migrar de outra operadora.

Até setembro deste ano, segundo número do site Teleco, o Brasil contava com mais de 112 milhões de telefones celulares ativos, com um crescimento acumulado no ano de 12%. No mesmo período, o número de telefones fixos em operação no País é de ‘apenas’ 39 milhões, praticamente o mesmo volume do final de 2006.

Características técnicas diversas, como capacidades multimídias (câmeras digitais, tocadores MP3, sintonização de rádio), design e tamanho continuam a chamar a atenção dos usuários, ávidos por novidades.

Entretanto, cresce o interesse pelos serviços que podem ser acessados a partir desses dispositivos móveis – e-mail, internet, capacidade para colocar posts em blogs ou subir imagens para sites de fotografia, apenas para citar alguns – e, claro, a facilidade e velocidade com que isso é feito. Nesse momento, compreender um pouco das características da rede usada pela operadora de celular pode ajudar.

O que é uma rede 3G?
No que depender das propagandas das operadoras celulares, os usuários podem ter dificuldades para compreender o que exatamente define a Terceira Geração (3G) da telefonia celular.

O assunto pode ser definido do ponto de vista de tecnologia – e isso será feito logo a seguir. Mas é mais fácil compreender o tema a partir dos serviços que estas redes podem entregar e aqui vale uma observação importante: se o usuário utiliza o celular apenas para falar (serviço de voz) e envio de mensagens de texto, a rede, seja ela 2G, 2,5G ou 3G, não faz a menor diferença. As três únicas coisas que ele deve levar em conta no momento de contratar uma prestadora é qualidade da voz, cobertura da rede e o preço de serviço.

As coisas começam a mudar quando o usuário optar por usar o celular para tarefas mais elaboradas como enviar e receber e-mails (corporativo ou não), acessar a internet, baixar e produzir conteúdos multimídia, enviar mensagens de vídeo, entre outros. Para que estes serviços sejam realizados de forma satisfatória, torna-se necessário uma conexão de alta velocidade, ou seja, banda larga móvel.

Veja abaixo as principais características de gerações de telefonia celular usadas no Brasil:

  • 1G – Redes analógicas; devem deixar de ser usados a partir do segundo semestre de 2008
  • 2G – Redes digitais, com transmissão de dados a 14,4 kbps. Exemplo: CDMA, TDMA e GSM – transmissão de ados
  • 2,5G – Redes que utilizam tecnologias intermediárias, permitindo a transmissão de dados por pacotes até 144 quilobits por segundo (kbps). Exemplo: CDMA200 1xRTT e GPRS
  • 3G – Redes que permitem transmissão de dados por pacotes até 2 megabits por segundo (Mbps). Exemplo: WCDMA e CDMA EVDO

Ao permitir velocidades mais altas de transmissão de dados por pacotes a 3G torna possível a entrega adequada de serviços de entretenimento (TV móvel, jogos online, streaming de vídeo, entre outros), permite uma experiência do acesso à internet mais eficiente e confere mobilidade real para funcionários que necessitam ter acesso a aplicações corporativas mesmo que estejam afastados do seu local de trabalho.

Quem oferece serviços 3G no Brasil
Dados da Infonetics Research mostram que no primeiro trimestre de 2007, a receita mundial com a venda de aparelhos celulares em todo o mundo chegou a 35,5 bilhões de dólares (10% disso referentes a vendas na América Latina e Caribe), valor que mostra uma queda de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. No período analisado, 10% desse total correspondem a smartphones, ou 18% do volume total de unidades comercializadas.

“Até o momento, as vendas de smartphones estavam direcionadas aos usuários corporativos, com o lançamento do iPhone da Apple e do BlackJack da Samsung, ambos com apelo ao consumidor final, pode mudar essa tendência e alterar a dinâmica do mercado de telefonia móvel”, afirma Richard Webb, analista do Infonetics Research, em comunicado à imprensa.

Se a cobertura das redes 3G com acesso à internet móvel em banda larga com velocidades acima de 1 Mbps em países da Europa, além dos Estados Unidos, Austrália e Japão é muito semelhante à área total coberta com o serviço de telefonia móvel, o mesmo não acontece no Brasil.

O serviço Vivo Zap, da Vivo, não está disponível em toda a rede da operadora. Com a tecnologia CDMA EVDO (que entrega velocidades médias de acesso entre 300 kbps e 700 kbps), ele está restrito a apenas oito estados, totalizando 27 cidades: SP (11); PR (2); SC (2); RS (2); DF; RJ (5); ES (1); BA (3). O serviço acessado por meio da rede CDMA 1xRTT (velocidades médias de acesso entre 60 kbps e 100 kbps) está disponível em 19 estados (mais o Distrito Federal), totalizando cerca de 1.900 municípios.

As operadoras celulares que utilizam tecnologia GSM – TIM, Telemig Celular, Oi, Claro, CTBC, Vivo, Telemig Celular e Amazônia Celular – também têm suas ofertas de internet móvel em banda larga baseadas em GPRS (até 50 kbps) e EDGE (até 200 kbps). Apesar da velocidade menor, este serviço de dados tem a vantagem disponível da cobertura nacional, quer pela rede própria da operadora ou por meio de contratos de roaming com outras operadoras.


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