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Entenda por que baixar músicas e filmes na internet é crime

Por Daniela González, da PC WORLD
01-11-2007

Conteúdo protegido por copyright não pode ser compartilhado

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A primeira empresa a manter um negócio baseado em compartilhamento de arquivos pela internet, o Napster, foi processada com apenas sete meses de funcionamento, pela Recording Industry Association Of America (RIAA), devido à violação de direitos autorais. O argumento de defesa do Napster era o fato da distribuição do material ser feita pelos usuários da rede e a empresa ser responsável somente pela oferta do serviço. Foi decidido que o Napster deveria ficar off-line até o caso ser resolvido e ele entrou em decadência financeira. Hoje, além de conteúdo gratuito e dentro da lei, o Napster também oferece download pago de músicas.

Inquestionavelmente, a tecnologia P2P transformou a internet em lojas imensas de músicas, vídeos e outros produtos culturais, nas quais o cliente obtém o que deseja sem pagar nem um centavo. Ele só precisa instalar um software que dê lhe acesso à rede e fazer o download do que quiser.

A conseqüência natural dessa prática foi a revolta de gravadoras e de estúdios de cinema, que contam com a legislação de direitos autorais a seu favor. Portanto, o crime não está relacionado à tecnologia, mas sim ao uso que se faz dela: obter conteúdo protegido por copyright sem pagar pela propriedade intelectual.

Além de ser difícil indicar corretamente os criminosos responsáveis pelas infrações na rede P2P, impedir que essa prática seja disseminada e se mantenha parece impossível. Sempre alguém desenvolverá um mecanismo diferente para atingir os mesmos objetivos.


Opinião do leitor > Clique para comentar
2 comentário(s)
Miopia
Quanto tempo vai demorar para que a indústria da música e do entretenimento entenda que não existe mais essa questão de direitos autorais? Com a internet, tornou-se necessário rever todo o modelo de negócio de venda de música e conteúdo. Não existe mais propriedade intelectual. Como maior exemplo disso temos o Youtube: a produtora tira um vídeo não autorizado do ar e, no dia seguinte, já temos mais 10 vídeos daquele circulando. O correto é achar alguma forma de atuação que faça uso da internet como aliada e não como inimiga.
Carlos - 06 Nov 2007, 11h29
matéria paga
depois dos comerciais na tv, a ABPD começou a investir no jornalismo do IDG? Não sabia que o IDG estava no bolso da ABPD...
JP - 01 Nov 2007, 16h41
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