[ Reportagens ]
Do lado corporativo, o hardware também figurava como uma das principais causas para uma adoção mais lenta do sistema, mas partindo de um ponto diferente: problemas de compatibilidade com periféricos e supostas dificuldades de conexão com outros sistemas afastariam o Windows Vista das empresas por, pelo menos 18 meses após seu lançamento, o que faria com que o software tivesse impacto baixo no mercado de desktops de notebooks de 2007.
A estimativa para adoção do Windows Vista em empresas, divulgada pelo Gartner, se mostra um consenso também no mercado brasileiro."Que o Vista será adotado, eu não tenho dúvidas. O problema é só saber quando", relata Ivair Rodrigues, diretor de estudos de mercado da consultoria IT Data, citando a mesma probabilidade de início de adoção em massa no próximo ano.
Rodrigues, porém, é taxativo. "Com o (Windows) XP foi assim. No segundo ano de lançamento, os usuários começaram a usar de verdade e só no terceiro ano ele teve uma grande adoção", relembra para justificar uma alegada falha do Windows Vista no mercado mundial. Isto quer dizer que o próprio ciclo de adoção do mercado impõe um período de testes por empresas ou usuários mais entusiastas antes do grande público trocar um sistema consolidado, como o Windows XP.
Benjamin Gray, analista do Forrester responsável pelo estudo "Como o Windows Vista balançará o setor de sistemas operacionais corporativos" divulgado no começo de novembro, ecoa a análise de Rodrigues ao afirmar que, para diretores de TI, o Vista não é uma questão de "se", mas sim de "quando" e "como".
A própria estratégia da Microsoft em demorar cinco anos para lançar uma nova versão do seu sistema operacional tornou o Windows XP ainda mais enraizado no ambientes corporativo, se transformando em uma barreira ainda maior para o Vista dentro das empresas.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
Publicidade




