[ Reportagens ]
Não há dúvida de que o Google é o rei da mídia online. Só em agosto de 2007, abocanhou 57% do market share mundial de ferramentas de busca, com mais de 37 bilhões de consultas, de acordo com a empresa de análise comScore. Sem falar no valor extraordinário de 711 dólares por ação alcançado no dia 5 de novembro. Não é de se estranhar que este domínio tenha gerado rumores intermináveis sobre os próximos passos do Google.
Dezenas de blogs alimentam a indústria de boatos diariamente. As especulações sobre as próximas iniciativas do Google abrangem, entre outras, um cabo submarino até a Ásia, o Gphone que está para chegar, novos data centers e o mundo virtual Google.
Só o Google sabe ao certo. Mas os observadores têm seus próprios palpites sobre as próximas manobras da empresa e se arriscam a fazer algumas previsões audaciosas para 2008 e além.
1. Você está assistindo à ABC Google
Para aumentar a receita de publicidade, talvez a empresa faça aquisições envolvendo mídia mais tradicional. “Eles vão se voltar para o rádio e a televisão em algum momento”, diz Rob Enderle, analista-chefe do Enderle Group. E, se isso acontecer, os compradores de mídia vão levar sua verba de publicidade para o Google, em primeiro lugar, para alavancar suas ofertas multimídia.
“Ainda não estou convencido de que eles vão comprar uma rede de televisão, mas é uma possibilidade”, acrescenta Enderle, assim como um grupo de estações de rádio, que o Google poderia transformar agressivamente em um modelo de entrega online para aumentar o valor do seu pacote de publicidade. No mínimo, o Google fará parcerias exclusivas com meios de comunicação para proteger seu fluxo de receita.
“A meta final, se eles tiverem êxito, é se tornarem maiores e mais poderosos do que a combinação Microsoft, IBM e AT&T em seu apogeu”, diz Enderle. “E eles têm uma estratégia que lhes permite atingir esta meta, seja captar dinheiro de publicidade ou minimizar as contribuições de outras empresas.”
2. Google PC de graça
Em 2008 e além, a maior parte do hardware e dos serviços pelos quais pagamos será disponibilizada pelo Google de graça ou a preços drasticamente reduzidos, segundo Chris Winfield, presidente da 10e20, empresa de marketing de busca global. Telefones celulares, acesso wireless à internet e até laptops serão totalmente suportados por anúncios. “Muita gente ficará feliz em receber um laptop de graça em troca de ver alguns anúncios de vez em quando”, salienta Winfield.
O Google já começou a trilhar este caminho. Em março de 2005 comprou o Urchin, software de análise de estatísticas na web, e ofereceu porções dele aos usuários gratuitamente como Google Analytics. Também rebatizou o software de imagem de satélite 3D Keyhole como Google Earth e o forneceu sem custo.
“Eles fazem isso para ter mais controle, mais espectadores, mais pessoas usando seus produtos”, diz Winfield. “Com o laptop ou telefone celular seria a mesma coisa.”
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
Publicidade




