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[ Reportagens ]

Pequenas e médias empresas estão no alvo da oferta de armazenamento

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
14-01-2008

Queda nos preços, mesmo com a entrada de um novo competidor, a Dell, ainda é pouco para motivar a adoção pelo segmento das pequenas e médias.

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Praticamente todas as empresas de tecnologia, dos mais diversos setores, têm – pelo menos em discurso – alguma estratégia em que buscam atender e conquistar as pequenas e médias empresas, o SMB. A realidade para o setor de armazenamento é a mesma. Aliás, pior.


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Ao contrário das outras áreas, storage dificilmente oferece preços interessantes e facilidade para instalação, além de demandar para o gerenciamento da infra-estrutura um profissional que conheça as soluções a fundo.

No entanto, em um mundo com boa parte das informações tornando-se digitais, uma estrutura interna dedicada ao armazenamento mostra-se muito interessante. As regulamentações governamentais ou de mercado, assim como a garantia de segurança na atuação com um backup estruturado, são motivadores para a adoção da tecnologia.

E isto está se refletindo nos números. De acordo com a IDC, apenas as soluções de armazenamento que usam a tecnologia de conexão iSCSI – famosa por ser mais barata e de mais simples instalação, foco da atenção do SMB – vão movimentar 6 bilhões de dólares em 2011 no mundo inteiro. Este valor é significativamente superior aos 600 milhões de dólares gerados pelo setor em 2006.

No Brasil, o SMB tem perspectivas ainda mais interessantes para storage. De acordo com Reinaldo Roveri, analista dos setores de servidores e de storage da consultoria, o setor tem 420 mil empresas no País e é responsável por quase metade do consumo empresarial de TI. Para completar, ele está praticamente inexplorado quando o assunto é armazenamento.

“Há mais ou menos um ano, as empresas do setor passaram a buscar fortemente esta área”, garante o representante da IDC. Mas a oferta ainda é praticamente a mesma solução usada em grandes corporações, só que em tamanho menor. “Isso não atende às necessidades do SMB”, resume Roveri, destacando também o empecilho do preço, que persiste.

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Novo fornecedor

O setor aparece com tanto interesse que foi apontado como um dos pilares da ressurreição da Dell. Para acabar com os efeitos de uma grave crise financeira, que culminou com Michael Dell reassumindo o posto de CEO, a gigante norte-americana de PCs acabou com a exclusividade de seu modelo de vendas diretas e apontou a entrada em novos segmentos como um ponto fundamental para a volta dos bons resultados.

Dados do instituto iSuppli apontam que, no terceiro trimestre de 2007, a empresa não só viu a HP reforçar a sua liderança nas vendas de PCs no mundo, com 13,1 milhões de máquinas vendidas, além de ter perdido a segunda colocação na venda de notebooks para a recém-reforçada Acer, que depois da aquisição da Gateway registrou crescimento de 68,8% perante o mesmo período no ano anterior. Não é de se estranhar que a empresa caminhe com mais força na oferta de soluções de armazenamento.

Assim, em novembro, a Dell investiu 1,4 bilhão de dólares na aquisição da EqualLogic, empresa baseada nos Estados Unidos com foco em soluções de armazenamento em SAN (storage ligado à rede corporativa, da sigla em inglês) usando iSCSI. Na prática, isso significa que a Dell vai vender produtos próprios de armazenamento no seu portal e central telefônica, abrindo a possibilidade de oferecer preços agressivos em vendas casadas com seus PCs ou notebooks.

Depois da definição da estratégia rumo ao segmento, a campanha de marketing tornou-se agressiva. Em um encontro com os clientes em São Francisco, nos Estados Unidos, Michael Dell setenciou: “As fornecedoras de storage ignoram as pequenas e médias empresas”.

Ressaltando que o setor resiste ao armazenamento por não ter como lidar com soluções que foram desenhadas em sua origem para grandes corporações, ele completou: “Hoje, um SMB usa produtos rudimentares, para usuários finais, como CDs, DVDs ou compra soluções mais caras criadas para grandes organizações. Ou seja, ou é muito caro ou não faz o que deveria”.

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