[ Reportagens ]
O gerente não disse mais uma palavra sequer e saiu correndo em direção ao CPD, visivelmente preocupado. Acredito que tenha ido conversar com seus pares a respeito do tal firewall.
Dois ou três dias mais tarde, voltei a encontrá-lo no lugar de costume. Ele me chamou de lado e, num tom de voz muito baixo, me pediu para não comentar com ninguém sobre aquele assunto do ICQ.
Contou-me que, após uma análise detalhada do famigerado Firewall, a equipe de TI havia descoberto inúmeras brechas na segurança e que aquilo deixava a empresa – sua rede, servidores, PCs e sistemas – extremamente vulnerável a ataques internos e externos. E que eles estavam trabalhando para resolver aquilo.
Bom, até aí tudo bem, não fosse aquela empresa um banco e o problema ter sido ‘detectado’ por um usuário comum dos computadores de lá.
Jorge me disse ainda que uma falha como aquela poderia acarretar o vazamento de informações e a perda de altíssimas somas em dinheiro do banco. E o que é pior, sem a menor possibilidade de rastreamento.
Pois é! O tal firewall foi consertado e vieram me informaram que jamais poderia usar o ICQ novamente.
Acontece que, mesmo depois disso, consegui reinstalar o software e continuei a usá-lo, secretamente, por vários anos, com firewall consertado e tudo. Mistérios da informática.
Se você teve alguma experiência interessante, curiosa ou engraçada relacionada à tecnologia no trabalho, escreve para emoff@idg.com.br. Os casos selecionados serão publicados e o autor, que terá seu nome mantido em sigilo, ganhará um memory key.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
Publicidade




