[ Reportagens ]
8. Código aberto + Ferramentas da web
Aonde quer que o open source vá, inovações massivas e crescimento espetaculares vão atrás e sem perda de tempo. Pense na arquitetura aberta do PC da IBM e nos protocolos abertos da Internet. Até a Microsoft parece ter sucumbido frente à sedução irresistível do open source (ou pelo menos é assim que a empresa espera que as pessoas pensem).
O Linux e outros sistemas operacionais de código aberto permitiram que os fabricantes montassem máquinas mais simples e mais baratas, como o XO, do projeto One Laptop Per Child e o Eee PC, da Asus.
Esses sistemas mais leves terão um papel em possibilitar a chamada “cloud-computing” (veja o item número 4 da nossa lista). Os softwares para desktop disponíveis, como o OpenOffice e o Firefox e Thunderbird (estes dois da Mozilla), são alternativas gratuitas (e às vezes até superiores) aos produtos (pagos) da Microsoft. E o Java, da Sun, permitiu o desenvolvimento de aplicativos ricos tanto para web, como para eletrônicos de mão.
Quando o código aberto encontrou as ferramentas de desenvolvimento web, no entanto, a verdadeira inovação começou. Ferramentas como Apache, JBoss, MySQL e Ruby on Rails tornaram muito mais barato projetar novos produtos e serviços e distribuí-los pela Internet.
Isso significa que os iniciantes podem se dar ao luxo de levar mais tempo para desenvolver e refinar seus produtos, sem a pressão e os riscos de inerentes à abertura do capital (IPO).
“A web 2.0 é mais barata para construir do que a versão anterior, e parte disso se deve ao código aberto”, diz Keith Benjamin, sócio-gerente da Levensohn Venture Partners. “Coisas que teriam custado 10 milhões de dólares na época da bolha, hoje podem ser feitas por 500 mil dólares”.
Enquanto isso, a revolução em ferramentas como a Asynchronous JavaScript e o XML (AJAX) e referências semânticas levaram a uma maneira totalmente nova construir web sites, diz Robert Kanes, consultor de editoração de São Francisco (EUA) e ex-diretor de criação da PC World Communications.
“Sem o semantic markup, não haveria XML, XHTML, ou RSS”, diz Kanes. “Isso significaria o fim dos algoritmos de alto nível do Google, Flickr e iTunes. Com esse tipo de marcação referenciada houve uma revolução, e ela mudou a natureza do conteúdo de referencimento – em vez de descrever como algo se parece ou onde está contido para apontar diretamente para onde a 'coisa' está. Agora, podemos deitar e rolar com nosso conteúdo.”
Inovação: A rede está vendo um novo boom de companhias de web 2.0 mais estáveis e interessantes do que aquelas da era pontocom que as precederam. E com celulares usando o sistema operacional Android do Google, baseado em Linux, esperado ainda para esse ano, o open source poderá inovar no mercado sem fio também.
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Parabéns ! Resume de forma interessante as principais evoluções tecnológicas que mudaram o nosso mundo nos ultimos 50 anos.
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