[ Reportagens ]
7. MP3 + Napster
Os engenheiros de áudio do Instituto Fraunhofer de Circuitos Integrados não tinham realmente a intenção de derrubar uma indústria inteira quando inventarm o codec MPEG-1 Layer 3, mais conhecido como MP3. Trabalhavam, desde os anos 1970, na compressão de áudio com o objetivo de melhorar a qualidade do som ao telefone.

Mas o pequeno tamanho dos arquivos MP3 – mais ou menos um décimo do tamanho dos arquivos em formato .wav (usado em CDs) que têm qualidade similar – foi feito sob medida para a explosão de banda larga do final da última década do século XX.
O surgumento do Winamp em 1997, facilitou a tarefa de transformar faixas de CD em MP3, e os primeiros tocadores portáteis (o MPman F10 e o the Diamond Rio PMP300) permitiram aos fãs de música ouvi-las sem um computador.
Em 1999, o Napster chegou, dando aos usuários uma maneira mais simples de achar novas faixas MP3s na web e compartilhá-las – para o desgosto da Recording Industry Association of America (Associação Norte-americana da Indústria Fonográfica).
Ainda que o Napster não tenha assassinado a indústria fonográfica, ele mudou seu modelo de negócio definitivamente. Apesar de a encarnação original do Napster ter sido derrubada em batalhas jurídicas, ele pavimentou o caminho para as redes peer-to-peer se desenvolverem como um meio legítimo de distribuição.
Se não fosse pelo Napster, o BitTorrent poderia não existir. Ironicamente, quando o Nine Inch Nails lançou seu novo álbum, Ghosts I-IV, a banda usou o BitTorrent como ajuda na distribuição gratuita das primeiras nove faixas.
Inovação: A idéia de que as mídias podem ser portáteis é inovadora. A noção de que deveria ser grátis – e que alguns artistas podem sobreviver, ou mesmo estourar, apesar de queda nas vendas de discos – é ainda mais.
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Parabéns ! Resume de forma interessante as principais evoluções tecnológicas que mudaram o nosso mundo nos ultimos 50 anos.
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