[ Reviews ]
Eles fazem tudo – até fotografias
Os equipamentos tudo-em-um a jato de tinta também dão conta da impressão de fotos; veja teste com o Photosmart 2610 e o Stylus CX7700
Até algum tempo atrás, quem comprava um multifuncional a jato de tinta pensava em executar tarefas como impressão, digitalização e cópia de materiais simples. Imprimir fotos? Ninguém cogitava muito porque já sabia de cara que não obteria resultados profissionais. Mas os recursos fotográficos chegaram rapidamente às impressoras. Daí até serem incorporados aos aparelhos multifuncionais foi um pulo. Equipamentos como o Photosmart 2610 (ao lado), da HP, e o novíssimo Stylus CX7700, da Epson, funcionam como soluções completas de captura e reprodução de imagens sem abrir mão da execução de outras tarefas importantes como cópia e impressão de trabalhos em geral.
Ambos vêm equipados com os mesmos recursos básicos – scanner de mesa, leitor de cartões, tela LCD em cores e porta PictBridge – e depositam suas fichas nas respectivas tecnologias de impressão. O Photosmart 2610 utiliza a tecnologia baseada em corantes Vivera. O multifuncional da Epson (à esquerda) emprega a tecnologia de pigmentos DuraBrite Ultra.
As fotos produzidas pelos dois equipamentos têm ótima qualidade. Quando colocadas lado a lado, no entanto, é possível notar que os trabalhos gerados pelo multifuncional da HP são mais brilhantes e suas cores têm mais contraste. As imagens obtidas no Stylus CX7700 têm tons mais neutros e cores menos vibrantes. Mas, do ponto de vista da durabilidade, são muito mais resistentes, como pode ser observado no quadro Molhou, e agora? acima. Nos testes de desempenho, o multifuncional Photosmart 2610 foi mais veloz na impressão de textos e cópia de documentos, mas ficou atrás do Stylus CX7700 no trabalho de impressão de imagens e fotografias.
| Molhou, e agora? |
|---|
| Stylus CX7700 dá um banho no Photosmart 2610 no quesito durabilidade Quem acompanha a evolução da tecnologia jato de tinta já deve ter ouvido que as tintas baseadas em pigmento (elementos sólidos) são mais resistentes que aquelas à base de corantes (dye based). PC WORLD decidiu fazer o teste. Para comprovar se o argumento era mesmo verdadeiro, realizamos um experimento simples, colocando uma foto impressa na Photosmart 2610 em um copo com água pela metade. O mesmo foi feito com uma foto produzida no Stylus CX7700. Ambas descansaram na água por uma noite inteira. No dia seguinte, notamos que a tinta da HP havia se dissolvido parcialmente na água, enquanto a tinta da foto gerada no equipamento da Epson estava praticamente intacta. Repetimos o teste com documentos de texto em cores e obtivemos os mesmos resultados, mas notamos um pequeno detalhe: na folha impressa pela máquina da HP os trechos em preto não se dissolveram na água, um indício de que a empresa já usa tinta pigmentada para essa cor. |
> Confira um quadro comparativo dos dois modelos testados
Os dois equipamentos permitem edição de imagens. O modelo da HP dispõe de um rico arsenal de ferramentas de ajuste e de efeitos especiais, como envelhecimento, conversão para P&B e sépia e inserção de molduras. Mas sua função de correção de olhos vermelhos é irregular – funciona muito bem em algumas fotos; em outras, nem tanto. O Stylus CX7700 não conta com ferramentas tão elaboradas de retoque e aprimoramento, mas seu scanner dispõe de um recurso bastante útil que é o restaurador de imagens. Ele é capaz de corrigir as cores de fotos e filmes antigos que desbotaram devido à ação do tempo.
Outro recurso interessante que já é padrão nos equipamentos da HP e que agora faz parte do CX7700 é o índice de fotos. Ele funciona da seguinte maneira: ao acionar a função, todas as fotografias armazenadas no cartão de memória são impressas numa folha, cada uma com um pequeno campo ao lado. É só pegar a folha, marcar as fotos que devem ser impressas e colocá-la no scanner. É o que basta para que a impressora faça o resto do trabalho, imprimindo as imagens marcadas, normalmente no formato 10 x 15 centímetros. O índice da HP permite a seleção do layout de impressão das fotos (uma ou mais por folha), enquanto o da Epson oferece a opção de impressão de mais de uma cópia por imagem.
Em termos de facilidade de uso, o painel do CX7700 leva vantagem, com controles mais simples e intuitivos – apesar de estarem todos em inglês. Além disso, seu leitor de cartões está mais bem posicionado – o único senão aqui é que a porta protetora do dispositivo de leitura de cartões não pode ser aberta se a saída de papel estiver fechada. O Photosmart 2610, por sua vez, tem tela de cristal líquido bem maior, garantindo a boa visualização das imagens e a operação do equipamento. Além disso, as mensagens podem ser apresentadas em português.
> Confira um quadro comparativo dos dois modelos testados
Publicidade




