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Mandriva Flash une pendrive e sistema operacional em um dispositivo fácil de usar, inclusive em PCs com Windows
Muita gente já teve vontade de experimentar o Linux e desistiu por causa do trabalho que dá criar uma partição no disco rígido e configurar o sistema operacional de código aberto antes de poder usá-lo, por exemplo.
Há também o grupo de fãs que já utilizam os recursos do software (que é simbolizado por um simpático pingüim) e gostariam de poder contar com ele em outros computadores. De olho nesses dois casos, a Mandriva criou uma versão “para viagem” do Linux.
A distribuição Mandriva Flash impressiona já na apresentação, por ser simples e extremamente funcional: vem em um pendrive de 2 GB (dos quais apenas a metade da capacidade está ocupada), que pode ser levado pendurado no pescoço por um conveniente cordão (incluído no pacote). As vantagens, felizmente, não param por aqui.
A Mandriva acertadamente apelida o produto de “desktop 3D de bolso”. E não é propaganda. Caso o computador esteja habilitado a dar boot a partir da porta USB, o processo de instalação é feito muito rapidamente. É só espetar o pendrive e ligar o PC que ele entra em ação.
Construído tendo como base o kernel KDE 32-bit 2.6.17, este Linux praticamente se instala sozinho. As poucas intervenções do usuário são simples e feitas em português.
Nosso teste inicial foi realizado em um desktop da Dell (Pentium 4 de 2,8 GHz, 512 MB de RAM) conectado à web por meio da rede corporativa. Rapidamente, foi possível navegar na internet (com browser Firefox), usar o software de mensagens instantâneas (Kopete) e até editar fotos (com o Gimp).
Uma das grandes inovações do Windows Vista, o recurso de interface 3D (daí o ‘apelido’), também está disponível no Mandriva Flash, e com a vantagem de não exigir grande capacidade de processamento.
Todas as configurações realizadas pelo usuário são guardadas no dispositivo USB. Isto garante que, ao reiniciar o sistema, o ambiente estará exatamente igual ao estado anterior. E sem nenhuma informação alterada na confi guração original do micro.
Quer impressionar seu colega de trabalho ou aquele amigo que gastou uma fortuna com o Vista? Então peça permissão, dê partida no desktop dele usando seu Mandriva de bolso e mostre os recursos de 3D. E não se esqueça de dizer que pagou apenas 269 reais...
O Mandriva Flash é uma boa alternativa para quem usa micros compartilhados, como em cibercafés. Com seu próprio sistema operacional, as chances de expor-se a ameaças virtuais diminuem.
Mas o produto não saiu ileso dos testes. O Mandriva Flash não foi capaz de reconhecer a placa de rede sem fio (Broadcom 802.11b/g WLAN) de um equipamento Compaq Presario (AMD Turion 64 de 1,5 GHz, 512 MB de RAM), ligado a uma rede Wi-Fi.
Contactada, a Mandriva Conectiva informou que o suporte a algumas placas não foi incluído na atual distribuição. Uma pena. A solução para fazer o portátil acessar a internet foi ligá-lo ao roteador por meio de cabos.

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