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Com relação aos golpes de phishing scam (utilizados para o roubo de dados como senhas bancárias), o melhor resultado foi o do pacote McAfee Internet Security 2007, que barrou dez das 14 ameaças, seguido de perto pelo produto da Kaspersky, com nove identificações.
Este é um dos aspectos em que os pacotes de segurança, em geral, deixam mais a desejar, já que várias das amostras não foram barradas (confira a tabela).
Outro fator a destacar é o resultado obtido na varredura inicial que cada pacote de segurança realiza no equipamento antes da instalação. O AVG Internet Security 7.5 encontrou dois cavalos-de-tróia e um programa espião instalado.
As soluções da Panda e da Trend Micro acharam apenas duas pragas, contra apenas uma da solução da Symantec. Já os produtos da McAfee e da BitDefender não identificaram nenhuma ameaça.
A explicação para isso está relacionada à atualização da assinatura de vírus, que só é feita após a instalação completa da solução.
Desempenho na mira
A escolha da solução precisa considerar, também, o consumo de memória e uso do processador. Segundo estudo da FGV/EAESP, do parque instalado no Brasil, 62% dos 32 milhões de micros existentes (abril/2006) têm processador igual ou similar ao Pentium 4, máquinas com 256 MB de memória RAM.
Nos testes, o PC-cillin Internet Security 2007 ocupou 128 MB de memória RAM e consumiu mais de 85% da CPU durante todo o processo.
O melhor resultado ficou com o BitDefender, que comprometeu apenas 44 MB de memória. As soluções da Symantec e da Panda também usam pouca memória.
Em compensação, o produto da McAfee exigiu 115 MB de memória e quase tanto espaço em disco e memória RAM para ser instalado quanto o produto da Trend Micro.
O Kaspersky não requer muito espaço em disco nem é um grande devorador dememória. Mas levou quase duas horas para fazer a varredura inicial.
Uma boa interface e configuração fácil são características importantes que não foram deixadas de lado. Os fornecedores parecem ter entendido isso e esforçaram-se para entregar soluções agradáveis e menos complicadas no que se refere à instalação, configuração e uso.
Com exceção do produto da TrendMicro, ainda sem data prevista para a versão tropicalizada, e da solução da Kaspersky (cuja versão localizada está prometida para março), todas as demais ferramentas chegam ao usuário em português, o que facilita muito seu entendimento.
A interface de comunicação da solução da McAfee merece destaque: além de informar sobre a ameaça identificada, explica o risco que pode causar, orienta a melhor ação para, então, pedir que o usuário decida o que fazer.
As caixas de comunicação do AVG também se destacam: são proporcionais ao risco detectado, importantes para chamar a atenção do usuário.
Apesar de estar em inglês, o produto da TrendMicro destaca-se pela facilidade de instalação e de configuração do firewall para uma rede doméstica sem fio.
Já o processo de análise de vírus deveria colocar como padrão, por exemplo, a análise em profundidade de arquivos compactados – isso deve ser feito manualmente pelo usuário.
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