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Gates vs. Jobs
O sucesso da Microsoft rendeu a Bill Gates uma fortuna de pelo menos 58 bilhões de dólares. Tudo bem que o responsável pelo processo antitruste que o governo norte-americano trava conta a Microsoft afirma que algumas das práticas de negócio que geraram tal fortuna são antiéticas – afinal, negócios são negócios, certo?
Em alguns dias – se tudo correr conforme previsto – o fundador da Microsoft deixará de dar expediente na empresa para trabalhar, em período integral, na Bill & Melinda Gates Foundation, que irá levar uma parte considerável de sua fortuna.

Graças às contribuições de alguém ainda mais rico que Gates, Warren Buffett, a fundação já tem recursos da ordem de 40 bilhões de dólares que serão usados para o desenvolvimento da agricultura sustentável global, serviços de financiamento para erradicação da pobreza, no combate ao HIV, malária, tuberculose, desnutrição e melhoria da saúde de crianças e mulheres, além do combate ao analfabetismo nos EUA e no resto do mundo. Será, então, que os fins justificam os meios?
Steve Jobs é a estrela-pop do mundo da tecnologia e um megalomaníaco de primeira linha. Ele também é bilionário, se bem que não tão rico quanto Gates.
Sua visão de como um PC ou outro gadget deveria ser, começando com o Apple I (1976), sempre esteve anos-luz à frente da concorrência. Ele imaginou que as pessoas pagariam mais para ter um telefone ou notebook que não fosse apenas funcional, mas que também fosse uma peça de arte, com o Air e o iPhone.
Por mais de 30 anos, Jobs se entusiasma com seu trabalho, estimulando e infernizando a vida de seus funcionários para que produzam dispositivos mais legais, e também convencendo o consumidor de quão maravilho esses produtos o são. A propósito, eles realmente são.
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