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Mas há limitações, já que esse valor é teórico e fatores como o ambiente, ruídos na transmissão e controle de dados consomem banda.
Os fabricantes informam que o número máximo de clientes (PCs ou notebooks) ‘pendurados’ no roteador é de 16. Esse valor pode ser até maior, mas dependerá muito do fluxo de dados circulando pela rede.
Segundo Rodrigo Paiva, Gerente Técnico da Unicoba, nada impede que se insira mais roteadores, dividindo os computadores em canais separados, de forma a não ter interferência no sinal de rádio.
Há, no mercado brasileiro, vários roteadores com o padrão n (que também são compatíveis com a geração anterior). Para quem pensa em montar sua rede sem fio já com o novo padrão, colocamos à prova seis deles: N1 Vision, da Belkin; CWR-905, da CNet; DIR-635, da D-Link; WRT-350N, da Linksys; TL-WR841N, da TP-Link; e TEW-631BRP, da Trendnet. As empresas 3Com e Netgear foram convidadas, porém, não enviaram seus produtos para testes.
> Clique aqui para ver a tabela completa com o resultado do teste comparativo
Quando comparados com o padrão g, a diferença é grande. A mesma massa de dados (1 GB) transferida pelo padrão 802.11g levou 487 segundos. Comparando com a tabela de tempos obtidos pelos roteadores padrão n é possível notar que a mesma tarefa pôde ser realizada em 124 segundos.
Confrontados os modelos n entre si, o roteador da CNet surpreendeu por seu desempenho, que superou em alguns segundos o equipamento da D-Link, na avaliação de transferência de uma massa de dados de 1 GB. Porém, somando as características gerais, o roteador da D-Link levou a melhor, merecendo o título de Best Buy. Ele e o modelo da Linksys possuem uma porta USB, que permite instalar disco rígido externo e assim compartilhá-lo na rede.
O maior problema dos modelos da Belkin e da Linksys foi o preço elevado. O roteador da Belkin apresenta um display com cinco linhas, que informa a quantidade de estações conectadas e a velocidade de transferência dos dados.
A presença de antenas removíveis oferece vantagem a alguns equipamentos, pois podem ser substituídas por modelos de maior potência, caso o ambiente sofra reformas. Apenas o roteador da D-Link e o da TP-Link tinham esse tipo de antena. Em uma mudança de ambiente, anteparos podem diminuir a intensidade do sinal e a possibilidade de trocá-las é uma boa opção.
Um dos equipamentos que ficou para trás em desempenho foi o da TP-Link, por ser o único com apenas duas antenas. Um dos pontos que fazem o padrão n ser mais veloz é justamente permitir a divisão dos dados por antenas. Com mais unidades, ele transmite mais dados ao mesmo tempo.
Esse padrão é chamado de MIMO (múltiplas entradas e múltiplas saídas) e traz uma solução criativa para o problema da reflexão do sinal. Como as antenas transmitem simultaneamente, o caminho do sinal é diferente. Com um algoritmo complexo, o padrão n calcula o tempo da reflexão e assim tira vantagem dos obstáculos que refletem o sinal, tornando o sinal mais forte e mais rápido.
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E além do protocolo 802.11G que permite até 54mbps, tem o Super G ( extended range ) que se propõe levar até 108mbps. Mas o futuro do wi-fi deve ser mesmo pelo 802.11N (MIMO).
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