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A RIM finalmente divulgou detalhes do seu tão esperado celular para competir com o iPhone 3G da Apple. O BlackBerry Storm é um celular touch screen 3G com um diferencial: a tela, ela própria, funciona como um grande botão. Peça-chave do Storm, a RIM chama a isso de tecnologia Click-Through. Na semana passada, a Nokia também anunciou o lançamento de um modelo touchscreen, o 5800 XpressMusic.
Como o iPhone, o usuário pode fazer scroll, selecionar e arrastar conteúdos usando os dedos sobre a tela sensível. Mas para dar início a uma determinada ação, em vez de um duplo clique como no telefone da Apple, basta confirmar a seleção pressionando o clicando na própria tela.
> Clique aqui para ver detalhes do BlackBerry Storm
Quatro botões extra na parte de baixo da tela frontal oferecem recursos adicionais (alguns tradicionais) usadas pelos BlackBerry: o verde e o vermelho para iniciar e terminar chamadas telefônicas; um com o ícone do BlackBerry dá acesso a menus; e por fim, um botão de retorno.
Nos Estados Unidos, o Storm será vendido pela Verizon Wireless até o início de novembro, dizem os executivos da RIM, sem contudo precisar uma data e nem os preços do aparelho. O aparelho funcionará em EvDO (versão A), onde a rede estiver disponível. Na versão internacional do aparelho, ele traz suporte a redes HSDPA (3G) na faixa de 2.100 MHz, de alta velocidade, a mesma que está sendo usada pelas operadoras no Brasil.
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O Storm ainda oferece suporte a GPS e AGSP (que utiliza a rede da operadora para completar as funções de localização) e Bluetooth; diferentemente do iPhone, ele não vem com conexão Wi-Fi.
Apesar de a RIM ter deixado de lado uma de suas marcas registradas – o teclado QWERTY – em nome da capacidade touch screen, o Storm está longe de ser considerado um clone do iPhone.

O dispositivo da RIM é ligeiramente menor (11,25 centímetros de comprimento por 6, 22cm de largura por 1,39cm de espessura, contra os 11,55cm x 6,21cm x 1,23cm do iPhone), porém mais pesado ( 155g contra 133g do iPhone), muito provavelmente por conta do suporte às duas tecnologias (EvDO e 3G). O Storm também tem uma tela LCD pouco menor (3,25 polegadas contra as 3,5” do telefone da Apple); apesar disso, a resolução de 360 por 480 pixels é muito brilhante e tem bom contraste.
O modelo da RIM vem com uma câmera melhor, de 3,2MP (o iPhone tem apenas 2MP), com autoflash e autofoco, zoom digital 2x e suporte a captura de vídeo.
O Storm vem com 1GB de capacidade interna, mas tem um slot para cartões MicroSD e deve ser entregue com um cartão de 8GB. Também é compatível com conectores para fones de ouvido de 3,5 mm e tem um segundo microfone externo, localizado na parte traseira, que capta sons externos e, na teoria, ajudaria a melhorar a qualidade do serviço de voz ao conseguir eliminar os ruídos captados por esse microfone do som que provém do microfone principal, usado para falar.
A RIM, como a Apple, colocou um acelerômetro no dispositivo. É ele
que dá ao display a capacidade de ajustar a imagem conforme a posição
que o aparelho estiver.
Contudo, a mais interessante e potencialmente controversa inovação
da RIM é a implementação da interface touch screen, principalmente no
que tange à digitação.
O Storm vem com três diferentes ‘teclados’. Segurado na posição paisagem (com o lado do maior do LCD na horizontal), a interface apresenta um teclado QWERTY virtual – cada tecla pressionada emite uma luz azul ao ser tocada.

formato retrato quanto paisagem, dependendo de como o Storm é segurado.
Na posição retrato, existem opções: pode-se escolher entre usar um teclado semelhante ao que existe no Pearl – 20 teclar, algumas com apenas um caracteres, outras com dois – e que oferece suporte ao modo de previsão de texto da RIM, o SureType. Outra opção é um teclado semelhante ao que se encontra na maioria dos telefones celulares, nas quais cada botão representa um conjunto de três (às vezes quatro) letras.
Só um teste de uso poderá dizer qual dos métodos é o mais confortável de usar, e ainda não pudemos fazer isso.
Correio de voz visual
Entre as novidades funcionais do Storm está o que a RIM denomina visual voicemail. Como no iPhone, ela permite que o usuário escolha como visualizar as chamadas recebidas (se pelo número de telefone, por nome – caso o número esteja registrado na agenda) e endereçá-las (ou atendê-las) na ordem que desejar.
Como em todos dispositivo BlackBerry, o Storm oferece um serviço de e-mail de alta qualidade, incluindo suporte a todos os sistemas corporativos de mensagens eletrônicas por intermédio do BlackBerry Enterprise Server. Nos EUA, o telefone virá com o VZ Navigator, da Verizon (serviço que poderá ser cobrado) e com um cliente de mensagens instantâneas compatível com a maior partes dos serviços de IM.
No entanto, não há um cliente integrador de Instant Messenger para o Storm. Caso tenha contatos que usam diferentes softwares de IM, você terá de rodá-los todos ao mesmo tempo para ter acesso a eles.
O Storm vem com suporte limitado para funções que existem na maior parte dos BlackBerry antigos. Mas a RIM informa que fornecerá uma SDK para ajudar os desenvolvedores a adaptarem seus aplicativos para o Storm, de forma que eles possam tirar proveito da tela sensível ao toque e até mesmo do acelerômetro. Os aplicativos, segundo a RIM, poderão ser adquiridos por meio do VZ Apps Zone pela rede da operadora.
E uma última e importante diferença: o Storm vem com recurso que permite copiar e colar textos, coisa que os usuários do iPhone vêm pedindo há muito tempo e que ainda não conseguiram obter.
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Sinto acabar com suas ilusões...
Com o preço absurdo que as companhias telefônicas cobram pelo acesso a Internet sem WI-FI em uma época atual é como ter uma ferrari para andar em ruas do Rio de Janeiro, sem dúvida aí erraram feio!
Devo trocar meu iPhone 3G por isso? Jamais!
A Apple está matando todo mundo. Multitoque e Mac OS X são letais para a concorrência. E nada de Wi-Fi? Será que Steve Ballmer agora está dando consultoria à RIM? Isso aí parece mais um protótipo no qual a RIM deposita a cálida esperança de que o público não perceba que não tem tela multitoque nem Wi-Fi.
A única forma de alguém fazer um concorrente à altura do iPhone é simplesmente produzindo um clone dele -- mas aí vai ter que se ver com os advogados da Apple. Isso aí nada mais é que mais um "CrackBerry".
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