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Erros de concepção e desinformação têm cercado o Chrome OS, sistema operacional que está sendo desenvolvido pelo Google, desde o dia em que ele foi anunciado. Na última quinta-feira (19/11), o portal esclareceu parte das dúvidas, mas algumas incertezas sobre o que o sistema vai oferecer continuam.
A imagem final do que o Chrome OS será ficará clara com o tempo. Por enquanto, para entender o que ele será, é preciso antes entender o que ele não será.
Não é o Linux
O Chrome OS é baseado no kernel do Linux, assim como vários outros projetos de código aberto. Mas isso não vai significar nada quando os consumidores comprarem dispositivos com o sistema.
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Ao ligar o Chrome OS, o usuário será direcionado diretamente para o navegador Chrome. Não há tela de inicialização. No momento o processo de boot leva apenas sete segundos – e o Google afirma que está trabalhando para diminuir esse tempo.
Atualizações serão distribuídas pela internet e o próprio sistema fará questão de garantir que as mais recentes estejam instaladas.
Não é o Android
Quando o Chrome OS foi anunciado em julho, muitos pensaram que o Google faria uma integração entre o sistema operacional para desktops e o para dispositivos móveis, da mesma maneira que fazem Apple e Microsoft.
Mas não será nada disso. O Chrome OS não tenta reproduzir widgets, aplicativos ou APIs do Android, e o navegador do sistema móvel ainda não é o Chrome.
Não espere ver o Chrome OS rodando em smartphones em breve. O Google está trabalhando com parceiros para criar referências para dispositivos com o sistema, e a forma é bastante específica: netbooks.
O Chrome OS não será a próxima geração do Android, ou uma ponte entre smartphones e computadores. Ele será usado em dispositivos como “netbooks 2.0”, pensados e trabalhados para computadores centrados na web.
Não vai acabar com o Windows
Por mais que o Google esteja fazendo o código-fonte do Chrome OS sob uma licença de código aberto, o objetivo não é desenvolver outro sistema operacional para competir com Windows e Mac OS X.
Pelo contrário. O Chrome OS virá pré-instalado em dispositivos feitos pelo Google com parceiros. O consumidor comprará o aparelho com o sistema, não o sistema em si.
Os dispositivos não terão o tradicional Bios dos computadores. Eles terão um firmware feito especialmente para suportar o modelo de computação centrada na web do Google. Assim, não será possível instalar o Windows em dispositivos desenvolvidos para o Chrome OS.
Não rodará seus aplicativos preferidos
Quando o Chrome OS foi anunciado, muitas especulações surgiram sobre que tipo de aplicativos estariam disponíveis na nova plataforma. Ele viria com o OpenOffice.org? Ou algum outro software livre?
Surpresa! O Chrome OS não virá com nenhum aplicativo – e os usuários não poderão instalar nenhum. Todos os aplicativos serão de web, como o Google Docs.
Com o Chrome OS, você não apenas checará e-mails na internet. Você também vai escrever cartas, planilhas, assistir vídeos, ouvir música e conversar com amigos usando aplicativos da web.
Não será lançado em breve
Se você não vê a hora de testar o Chrome OS, prepare-se para mais um desapontamento. Mesmo que o código esteja disponível agora, produtos baseados no sistema só estarão disponíveis no mercado no fim de 2010.
Enquanto esperam, os usuários podem baixar o navegador Chrome para Windows e Linux (e, em breve, para Mac OS X).
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